4250, Portugal | Social Inclusion
Associação das Escolas Jesus Maria José Find out more
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Combater os fatores de exclusão social e fomentar os valores de cidadania, por uma sociedade mais justa, criando respostas sociais de apoio ao cidadão, e às famílias, durante todo o seu ciclo de vida.

O final do século XIX foi um momento de grande crescimento para a cidade do Porto (Portugal), com um êxodo de pessoas das aldeias e cidades vizinhas que caminhavam para o Porto em busca de novas oportunidades de trabalho e de vida. Devido ao extremo desenvolvimento comercial e industrial a cidade cresceu, abriram-se avenidas, construíram-se jardins, mercados e praças. As ruas da cidade eram animadas pela movimentação de pessoas do povo e vendedores ambulantes com os seus pregões.
A população foi aumentando à medida que os edifícios se tornavam mais altos e em poucos anos duplicou… a cidade dificilmente podia conter-se dentro das suas muralhas. Com o progresso industrial surgiu um novo grupo social, o dos operários. Estes viviam com muitas dificuldades: homens, mulheres e crianças trabalhavam sem horários definidos, com magros salários e péssimas condições de trabalho. Com o grande aumento da oferta de pessoal, a procura depressa se ressentiu e nem o crescimento exponencial conseguiu aglutinar todos aqueles que aqui chegavam em busca de um novo trabalho. As más condições de trabalho e vida de muitos habitantes da cidade facilitaram a propagação de doenças, aumentando o número de mendigos, velhos, abandonados, viúvas e órfãos. Os mais pobres viviam em bairros miseráveis, junto às fábricas, a alimentação dos mais pobres era má.
Chegados ao ano de 1876; esta condição inquietava alguns homens de bom coração, entre eles o Padre Sebastião Leite de Vasconcellos que, num espírito verdadeiramente altruísta, acompanhado por um grupo de leigos cristãos conscientes e fervorosos cuja vontade primeira foi a de organizar uma instituição que apoiasse a família, decide criar a Associação Jesus, Maria, José, no Monte Pedral, uma instituição mais do que necessária que viria a criar respostas ímpares como a Sopa dos Pobres, Lactário, Berçário e tantas outras voltadas para a infância. Com o grande apoio desde a primeira hora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que até 2009 zelaram pelo cumprimento dessa missão, e em consonância com a nova obrigação da frequência do 1º ciclo de ensino, esta obra social obtém novo impulso em 1902 com a atribuição de alvará régio emitido a pedido do seu grande benemérito Monsenhor Manuel Marinho, a Associação é autorizada a lecionar as primeiras letras às crianças que acolhia. Os anos foram passando e com eles a instituição foi aumentando a sua atuação chegando a ter dez estabelecimentos de ensino espalhados pela cidade do Porto, tornando-se uma ferramenta indispensável para a alfabetização da população, já que em 1911 75% dos portugueses eram analfabetos. Com a modernização dos tempos o estado encara o ensino como uma prioridade e foi criando novos programas e leis que visavam o incentivo à alfabetização e com isso multiplicou o número de estabelecimentos de ensino essencialmente depois de 1974. Com o estado a assumir a sua responsabilidade neste campo, a Associação decide reduzir a sua atuação, que deixa de ser manifestamente prioritária, com isso reduziu gradualmente o número de estabelecimentos de ensino, tendo sido o último encerrado na sua sede em 2012.
Desde a génese desta Associação e durante muitos anos em que o ensino público foi quase inexistente, a valência “escola primária” fez sentido para preencher a ausência de respostas sociais que, entre outras, permitissem cuidar das crianças enquanto os pais trabalhavam. Esta atividade centenária desenvolvida pela Associação deu os seus frutos… pois é fácil encontrar em “cada canto desta cidade e até deste país alguém que frequentou a Escola das Irmãzinhas do Monte Pedral ou alguém que conheça a Instituição”. Tendo presente a realidade social, política, económica e religiosa que vivemos, tudo leva a crer que a valência “escola primária” vai definhando, ano após ano, não só pela pluralidade de oferta pública gerada nesta área de ensino mas também pelo facto de que o ensino particular tenderá a desaparecer dando lugar a um ensino público gratuito e de elevada qualidade. Foi nobre o serviço social prestado pela Associação e por todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para a formação académica, humana e religiosa dos milhares de crianças - hoje homens e mulheres deste país - que passaram pelas suas carteiras escolares e que calcorrearam as pedras do recreio que permanecem vivas no alto deste monte, no entanto, urge reconhecer e assumir a importância de se adaptar aos tempos pois, é o ciclo natural da vida que nos ensina a renovar constantemente, criando novas valências para poder seguir em frente e dar cumprimento aos seus estatutos e ao alto desígnio social para o qual foi criada: o apoio à família.
A Associação das Escola Jesus, Maria, José é uma Instituição de Solidariedade Social, fundada em 1876, que desenvolve a sua atividade no âmbito do apoio à família.

Ao longo dos seus 138 anos tem desenvolvido inúmeras respostas sociais que visam: Apoio à família; Apoio a crianças e Jovens; Apoio à integração social e ao desenvolvimento comunitário; Proteção na velhice e invalidez; Educação dos cidadãos; Inclusão social; Educação e Ensino; Formação; Cultura; Saúde; Inovação; Envelhecimento ativo; Empreendedorismo; Iniciativas no âmbito da Economia social.

Criou em 2012 um projecto de apoio ao empreendedorismo e à inovação social com o apoio de mais de 70 parceiros institucionais e empresariais, bem como com empresas do Estado Português. Esse projecto centra-se na criação de uma rede de incubadoras Sociais, na proporção de pelo menos uma incubadora por cada cidade, num total superior a 300 incubadoras, pretendendo-se que a mesma se torne numa resposta para o critico e crescente desemprego, principalmente jovem (que ultrapassa os 35%), tendo por base o recurso a infraestruturas existentes do sector Social bem como dos Municípios e Juntas de Freguesia, geralmente subaproveitados.
Tendo sido desde sempre um pólo de inovação, encontra-se no momento a desenvolver respostas de elevado relevo e inovação social – reconhecidas nacional e internacionalmente:

- Prémio EDP Solidária 2013
- Prémio Active Citizens of Europe Awards 2013
- Menção Honrosa Fundação Porto Social 2013
- Projeto de Interesse Estratégico para a Economia Nacional (IEFP)
- Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República
Nesses espaços de incubação é prestado todo o apoio ao desenvolvimento de ideias e negócios que fomentem o próprio emprego e a contratação tornando-se também uma ferramenta muito útil para o desenvolvimento local.

Foi criado ainda o projecto Xipbox que visa a criação de incubadoras comerciais nos centros urbanos.

A título de exemplo, um dos projetos que a instituição está a desenvolver em parceria com o Hospital de São João, está centrado em problemáticas de Saúde. Trata-se da criação de um processo inovador facilitador da administração medicamentosa a crianças e idosos e redução do potencial cariogénico agravado dos medicamentos pediátricos (52%).

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Associação das Escolas Jesus Maria José
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